Testes Apontam Percepções De Usuário Quanto Aos Dispositivos 3G e Serviços De Dados Ofertados No Mercado de Telecom

 

Por Emerson:

Não tive do que reclamar: fiquei com a tarefa mais fácil, que era experimentar nas ruas de São Paulo o desempenho dos modems 3G Vivo ZAP e TIM Web (as operadoras Oi e Claro preferiram não participar desta reportagem). As duas operadoras habilitaram seus modems para oferecer seus respectivos planos top de linha, ou seja, o TIM Web com 7 Mbit/s e o Vivo ZAP com 1 Mbit/s (velocidade- padrão de todos os seus planos, por sinal). Apesar de nunca ter acessado a web por meio de um modem 3G, minha expectativa era enorme. Afinal, “internetar“ por meio de uma conexão de banda larga móvel é o sonho de qualquer geek que se preze. O primeiro modem que chegou à redação foi o TIM Web, fabricado pela Onda. Sua caixinha veio com o aparelho, dois cabos USB (não sei porque tudo isso, mas tudo bem) e um CD com o software “discador”. De cara, minha impressão foi de que seria meio chato ficar com aquela caixinha preta pendurada na porta USB (o que se confirmou). A instalação do programinha e do modem foi rápida e indolor: bastou espetar o bicho na porta USB para que o software rodasse automaticamente – sim, o CD é dispensável. Depois, logo equipamento detectava a rede 3G da TIM, que se alternava nos padrões HSDPA (mais rápida) e UMTS (também rápida, mas nem tanto), de acordo com a região da cidade. O programa possui apenas um recurso relevante, que é o registro de conexões com a internet, o qual monitora o dia, o tempo gasto e a quantidade de dados recebidos/enviados. Há ainda uma agenda de contatos e uma central de mensagens de textos com poucos, mas bons, recursos. Quando recebi o modem Vivo ZAP, produzido pela Huawei, fiquei ressabiado. A caixa só vinha com o aparelho e um cabinho USB. Mas bastou plugar o modem, que tem a forma de um pen drive mais “gordinho”, que o susto se dissipou. Tal qual no modem da TIM, o software de gerenciamento vem gravado na memória interna do dispositivo. Foi uma grata surpresa ver que o modem vem com um leitor de cartões flash no formato micro SD. Além disso, seu belo design difere, e muito, do ar antigo e meio desengonçado do da TIM. O mesmo pode ser dito a respeito do software que o acompanha. Ele não apenas conta com uma interface gráfica mais bonita, como também oferece mais funções, como a central de mensagens de texto Vivo Torpedo (com mais opções em comparação à do concorrente), um monitor de atividades bem completo (com gráficos de tráfego, por exemplo) e uma agenda de contatos. Utilizei o “velocímetro” do site RJNet  para medir a velocidade da conexão em vários momentos do dia. Com o TIM Web, experimentei uma variação na velocidade de conexão maior do que a verificada no Vivo ZAP. Apesar de, na teoria, o serviço da Tim ser sete vezes maior que o da Vivo, na prática, os dois se equivalem (com ligeira vantagem para a Vivo). Enquanto o modem Vivo dificilmente oferecia uma taxa menor do que 1 Mbit/s, o TIM Web raramente ultrapassava os 700 kbit/s, caindo brutalmente dependendo do local e horário. O mesmo não pode ser dito sobre o Vivo ZAP. Em todos os lugares testados a qualidade do serviço permaneceu a mesma, e sempre boa – ou seja, não constatei variações significativas na taxa de transferência de dados, sempre próxima da prometida.

Fonte: Revista Windows Vista

Edição: Ramires Pereira

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